Aldo Arantes

Aldo Arantes, 63 anos, casado, tem dois filhos e é natural de Anápolis/GO. Iniciou sua militância política no movimento secundarista no Liceu de Goiânia, no Grêmio Literário Félix de Bulhões. Em seguida, mudouse para a cidade do Rio de Janeiro onde iniciou o curso de Direito na Pontifícia Universidade Católica (PUC), sendo eleito presidente de seu Diretório Central dos Estudantes – DCE. Projetado nacionalmente como liderança estudantil, foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes – UNE- em 1961, sendo o 1º goiano a presidir esta entidade.

Em sua gestão foi consolidado o Centro Popular de Cultura – CPC – e criada a UNE-Volante, movimento que mobilizou os estudantes de todo o País, em defesa da democratização da universidade e que culminou com uma greve de três meses.

Com a renúncia do presidente Jânio Quadros e a tentativa de golpe para impedir a posse do vice-presidente João Goulart, desloca-se com parte da diretoria da UNE para o Rio Grande do Sul e participa ativamente, junto com o governador Leonel Brizola, da Cadeia da Legalidade. Pelo rádio, participou da mobilização do povo brasileiro e em especial dos estudantes, na defesa da posse de João Goulart e contra o golpe militar.

Militou na Juventude Universitária Católica (JUC). Foi um dos fundadores e dos principais dirigentes da Ação Popular (AP), organização política de esquerda que teve papel de destaque na luta contra o regime militar. Em 1964, após o golpe militar, Aldo sai do Brasil e vai para o Uruguai. Pouco depois volta clandestinamente ao Brasil. Em 1968 muda-se para o interior de Alagoas onde passa desenvolver um trabalho político junto aos trabalhadores rurais.

Foi então preso pelos militares juntamente com a sua esposa e filhos. Logo em seguida, foge da prisão com a ajuda dos seus companheiros e desloca-se para São Paulo, onde, clandestinamente, continua a luta contra a ditadura militar.

Em 1972, ingressa no Partido Comunista do Brasil – PCdoB. Após reunião do Comitê Central do PCdoB, em 1976, foi novamente preso com outros dirigentes do Partido, entre eles Elza Monerat e o atual Deputado federal pelo PCdoB da Bahia Haroldo Lima. Esse episódio ficou conhecido como a Chacina da Lapa, pelo fato de três dirigentes do PCdoB terem sido brutalmente assassinados palas forças de repressão do regime militar.

Preso por quase três anos e torturado, Aldo recebeu a solidariedade de organizações de direitos humanos de vários países e da igreja progressista.

Com a Anistia, em 1979, conquista a liberdade e volta para seu Estado, Goiás. 

Na luta pela redemocratização da sociedade brasileira, várias lideranças políticas, sindicais, estudantis, jornalistas e intelectuais lançaram a candidatura de Aldo Arantes para deputado federal pelo PMDB.

Nessa época o PCdoB ainda continuava na clandestinidade.

Assumindo o mandato de deputado federal, Aldo destacou-se na luta em defesa dos trabalhadores rurais, da juventude, professores, bancários e de diversos segmentos explorados de nossa sociedade.

Participou da luta pela reforma agrária e denunciou a violência contra os trabalhadores rurais. Foi um dos coordenadores nacionais da histórica campanha das Diretas Já. Acompanhou comícios em várias cidades do País, e foi um dos organizadores do primeiro comício pelas diretas realizado em Goiânia.

Foi autor da lei que criou os grêmios livres nas escolas secundaristas, que legalizou a UNE e da lei que assegurou a autonomia política de Anápolis, proibida de eleger seu prefeito por ser área de segurança nacional.

Nas eleições de 1986, Aldo foi eleito deputado federal Constituinte. 

Em 1987, assumiu a vice-liderança do PCdoB na Constituinte. 

Apresentou emendas, projetos, proposta, defendeu as emendas populares. 

Em 1990, candidato novamente a deputado federal, Aldo obteve expressiva votação, sendo um dos candidatos de maior votação do Estado, contudo não se elegeu, pois a coligação não atingiu o quociente eleitoral.

Entre 1990 e 1992, atuou como advogado dos trabalhadores rurais no sul do Pará, particularmente, dos sindicalistas de Rio Maria, perseguidos violentamente pelo latifúndio, inclusive com o assassinato de várias lideranças.

Em 1992, Aldo retorna a vida política como vereador mais votado de Goiânia. 

Em 1994 foi eleito deputado federal e assumiu a vice-liderança do PCdoB. Na Câmara dos Deputados, desenvolveu um trabalho de denúncia da política neoliberal do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Opôs-se à quebra do monopólio da Petrobras e das telecomunicações, defendendo as empresas nacionais.

Denunciou as reformas da previdência e administrativa como sendo manobras para cortar direitos dos trabalhadores, privatizar a previdência e demitir servidores. 

Fez oposição à emenda da reeleição, manobra casuística para beneficiar o atual presidente da República. Denunciou a compra de votos de parlamentares e a concessão de obras e canais de comunicação feita pelo governo federal para aprovar a emenda.

Em 1997, foi eleito líder do PCdoB. Na liderança do Partido, desenvolveu esforços para unir as oposições, resultando na formação do Bloco Parlamentar de Oposição, reunindo 83 deputados do PT, PDT e PCdoB, mais tarde reforçado com a presença do PSB.

Assumiu a liderança do Bloco Parlamentar de Oposição, coordenando os esforços que resultaram numa Lei Eleitoral mais favorável às forças democráticas, diante das ameaças de restrições feitas pela maioria governista.

Teve importante papel na unificação das forças de esquerda na busca de uma candidatura única para a sucessão presidencial e na elaboração de um programa comum de oposição ao neoliberalismo e pela retomada do desenvolvimento do país.

Em 1999, o PCdoB, PT, PDT, PCB e PSB formaram a Frente de Oposição Democrática e Popular. Aldo, então, exerce importante papel como Secretário Executivo da Frente. Foi um dos responsáveis pela Marcha dos 100 mil em Brasília e pelo Manifesto em Defesa do Brasil, da Democracia e do Trabalho.

O Clube dos Repórteres Políticos do Estado de Goiás concedeu a Aldo Arantes cinco títulos pela sua atuação política, entre eles o de Político do Ano , em 1983 e o de Congressista do Ano, em 1987, além do título de Vereador do Ano, quando exerceu o mandato de vereador de Goiânia.

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar - DIAP - concedeu-lhe diploma de Constituinte Nota 10 pelas posições defendidas durante a Assembléia Nacional Constituinte. Tem tido papel ativo na defesa da democratização dos meios de comunicação, da cultura brasileira, das pequenas e médias empresas, do desenvolvimento científico e tecnológico do País e da universidade pública.

Em 2001 Aldo retornou à Câmara dos deputados. Passa, então, a desempenhar um importante papel na unificação das forças de esquerda, na busca de uma candidatura única para a sucessão presidencial e na elaboração de um programa comum de oposição ao neoliberalismo e pela retomada do desenvolvimento de nosso País.

A Câmara ganha também uma voz ativa em defesa de Goiás. Aldo teve ação destacada no movimento que culminou com a conquista do título de Patrimônio da Humanidade para a Cidade de Goiás.

É um dos principais articuladores do Movimento em Defesa do Rio Araguaia, e tem projeto de sua autoria, tramitando na Câmara, que proíbe obras no Rio Araguaia. Tem tido também destacada atuação em defesa da Universidade Federal de Goiás, procurando garantir verbas orçamentárias e denunciando o descaso do governo para com as universidades públicas.

É também um dos defensores da Universidade Estadual de Goiás, tendo participado ativamente da luta pela sua fundação.

Este livro é, com pequenas alterações, a dissertação apresentada ao Mestrado em Ciência Política do Departamento de Ciência Política da Universidade de Brasília, elaborada sob a orientação do Prof. Dr. Luis Felipe Miguel.

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